quinta-feira, dezembro 20, 2007

Porque?


Mas porque será que não te consigo arrancar de mim?
Porque será que tudo e qualquer coisa me faz lembrar de ti?
Porque me atormentas os sonhos e a alma?
Porque é que me persegues?
Porque é que és o meu princípio, meio e fim?
Porque é que me fazes isto se eu para ti nada sou, já nada sou?
Porque é que cada música, casa lugar, cada gesto, cada palavra, cada beijo é como se fosses tu, como se lá estivesses... Porque?
Porque é que tudo em mim chama por ti?
Porque é que acordo a pensar em ti e me deito a pensar em ti?
Porque é que quando alguém fala em ti todo o meu mundo cai e eu estremeço?
Porque destruímos os nossos, os meus, os teus sonhos?
Sinto-me uma gota no meio do oceano, perdida, sem saber qual é o norte e o sul...
O mundo parece pequeno desde que se perdeu tudo
Tudo parece quebrado, vazio...
E a saudade é mais que muita quando chega a noite e o lado esquerdo chora por nós...
Perdemos tudo o que construímos, os dias, as palavras, os momentos...
E porque? Para que?...

Mpalma

20-12-2007

[Obridada J., foi bom ouvir-te apesar de tudo. Sabes que sempre o serás também...]

domingo, dezembro 16, 2007

I Remember - Keyshia Cole


Ohhh....yea ooh

Ohhh, I remember...
and I wanna know...

Where were you, when I said I loved you And where were you, when I cried at night waking up, couldn't sleep without you. Thinking of, all the times we shared.


I remember when my heart broke. I remember when I gave up loving you. My heart couldn't take no more of you. I was sad and lonely.
I remember when I walked out. I remember when I screamed I hated you. But some how deep inside still loving you. sad and lonely.

No one knew, all the pain I went through All the love, I saved deep in my heart for you Didn't know, where I would go where I would be.
But you made me leave.
And plus my heart it just,it just kept telling me so.


I remember when my heart broke.
I remember when I gave up loving you. My heart couldn't take no more of you. I was sad and lonely. I remember when I walked out. I remember when I said I hated you. But somehow deep inside still loving you. So sad and lonely.


There was nowhere else to go, oh.
Nobody else to turn to, no.
For the rest of my life,
I promised myself I will love me first genuinely.


I remember when I walked out. I remember when I gave up loving you. My heart couldn't take no more of you. So sad and lonely, hey. I remember when I stormed out. I remember when I gave up loving you. I was sad and lonely.


[música mais que perfeita... quem me conhece sabe]

sábado, dezembro 08, 2007

Imagino


Sei que continuo a escrever para ti, por ti. Eu sei. Bem sei. Talves não devesse... Não sei. Talves fosse melhor, talves. Mas se não escrevo para ti, por ti, por quem então? És a minha história, és o que me inspira quando tomas as palavras se juntam e por mais que tente, por mais que diga que não, estás sempre nas entrelinhas.
Talves um dia consiga superar a dor deste amor, talves. Mas não com o tempo, esse não cura, não com outro amor, não. Mas
quando aprender a aceitar a inevitabilidade dos momentos não serem eternos, quando aceitar que tenho de te deixar ir para que eu mesma possa ser feliz.
Até lá,
imagino que me lês, que nos lês nas entrelinhas e a um passado que está tão distante como presente.


Mpalma
8/12/2007
Foto: Eu

terça-feira, dezembro 04, 2007

Divagações


Apetecia-me agora ligar-te e ouvir a tua voz cheia de mel como de antes, como quando eramos felizes, cheios de sonhos e planos, como antes quando me dizias que eu sorria com os olhos e eu me sentia a mulher mais feliz do mundo... Apetecia-me dizer-te tanta coisa. Contar-te tanta coisa, matar saudades da tua voz, chorar porque é grande a dor deste amor antigo, porque é grande a saudade de ter sido maior. E a razão fala mais alto que a vontade e tudo se torna cinzento, as pessoas que passam por nós nem as ouvimos, o dia fica mais curto e mal acordamos já é noite e o amanhã é igual. Os dedos teimão em marcar o teu número, o coração quasse que se ouve no outro lado do mundo e mal chama o medo vêm e desliga...
É absurto tudo isto, num absurdo maior que o mar e o tempo. É absurdo gritar por ti baixinho todas as noites e sonhar acorda contigo, ver-te em cada esquina e sentir-te em cada abraço, ouvir-te mesmo no silencio, mesmo quando sei que não és tu e imagino que és. Talvés tudo isto acabe, talves... já vivi tanto tempo assim que se me esquecer de ti me esqueço de quem sou, me esqueço do mundo e de sorrir. Talvés um dia tu me ligues e eu volte a sorrir com os olhos, eu te diga tudo o que devia dizer e eu consiga ser feliz com a tua memória e o teu amor outra vez.
É irónico como dizemos e queremos acreditar que o tempo cura tudo... e sabemos tão bem que é mentira. O tempo apenas passa, aumenta ou diminui a dor, a saudade, o amor... mas nunca cura quando a ferida é maior que tudo!


Mpalma
4-12-2007

domingo, outubro 21, 2007

A minha vida dava um Filme Porno-Dramático

Devia eu ter uns 13, 14 anos quando o conheci. Ele era daqueles rapazes giros mas que mal abriam a boca saia asneira. Mas havia qualquer coisa no olhar dele que me fascinava e tudo começou ai. Ele era mais velho, um ano, não muito é verdade, mas já era mais experiente e tinha uma lista infinita de namoradas, curtes e afins. E eu não passava de uma pata choca a quem ele dizia coisas ao ouvido na esperança de levar para a cama. Sim apaixonei-me por ele. Foi ele a minha grande paixão, sempre será. Ele fazia-me cometer as loucuras mais estúpidas só para estar com ele meia hora. Nunca tive ciúmes dele. Talvez só um bocadinho. A nossa relação, no fundo não era relação nenhuma, era assim uma coisa estranha. Bastava um olhar e eu sabia o que ele estava a pensar e vice-versa.


No fundo o amor que sentiam era genuíno, verdadeiro, estavam de tal modo ligados que nada se passava com um que o outro não sentisse, apesar de nenhum dos dois assumir este amor perante si próprio. Talvez fosse o medo, medo da dependência, medo de assumir que era amor, medo de algum dia vir a perder esse amor. Sim, talvez fosse isso. Como conseguiriam viver um sem o outro? Seria impossível. Por isso não se queriam comprometer a esse nível. Não tanto pela parte dela, mas mais por ele. Não queria dar a sua parte fraca e assumir a sua dependência, e por isso tentava mostrar a sua independência.


O nosso amor era como o jogo do gato e do rato. Ele atrás de mim para ver se conseguia o que queria e eu a fugir dele com medo. Até ai tinha tudo corrido bem. Não cobrávamos nada um ao outro, pouca ou quase ninguém sabia, ele não queria admitir, tinha vergonha, medo e principalmente a sua reputação a manter. Sim o que diriam os amigos? Fazíamos coisas loucas como ficarmos sozinhos em plena escola, eu mentia aos meus pais e ia ter com ele aos locais mais escondidos que encontrávamos. Foi a ele que dei o meu primeiro beijo e foi a ele anos mais tarde que me entreguei.


Encontravam-se as escondidas, os amigos dele não sabiam de nada. Ele empenhava-se a fundo para não revelar essa relação. Que diriam os amigos? Para eles ela não era o tipo de "gaja" de quem eles perderiam o seu tempo. Ela não era propriamente bonita, o corpo dela não era esbelto e não fazia parte da claque feminina, onde só as "boas " da escola entravam. Não. Ela não era nada disso. Tinha uma beleza diferente. Era daquelas pessoas que só ao segundo olhar nos apercebemos da sua beleza. Uma beleza natural, subtil, o seu ar tímido e o seu sorriso de menina era o que o atraía mais. Tinha outras namoradas claro, mas apenas para ficar bem em frente dos amigos porque quem ele realmente queria era ela. Mas como? Como ficar com ela sem ser envergonhado pelos amigos? Ele sabia que não devia ligar ao que os amigos dizem. Ele sabe, mas isso é na teoria, porque na prática o caso e bem diferente. Ficar com ela significava abrir mão de muita coisa...


E eu conhecia-o como ninguém, sabia-lhe as manhas, o cheiro, a forma das mãos, a largura dos ombros, o sabor do beijo, os gostos. Saia-o de cor, talvez melhor que a mim mesma. E ele sabia-me. Sabia o dizer, quando e onde. Aqueles sussurros ao ouvido disfarçados a combinarem encontros proibidos, as mãos dele na minha cintura, o cheiro do perfume. Apesar de todas as coisas boas, as más começaram a remoer na alma. Eram os amigos que começavam a desconfiar, era a paixão a crescer, eram as outras raparigas e aquele feitio dele de nunca se prender a ninguém. Mesmo assim ele sabia dar-me a volta, ele sabia como me conquistar. E lá no fundo eu sabia que ele gostava de mim, de uma maneira estranha, mas gostava.


Ele tinha medo que os amigos descobrissem... mas não conseguia passar um minuto sem pensar nela. Aquele corpo macio, sedoso, o cheiro dela, a sua timidez e aparente inexperiência. Aparente porque na realidade, ela de inexperiente não tinha nada. Nunca tinha tido muitos namorados, mas tinha uma habilidade natural para o satisfazer. O sexo era indescritível ela sabia exactamente o que ele queria e quando o queria. Aqueles lábios finos e bem delineados não eram só abeis no beijo, ela tinha uma arte e ele não a conseguia resistir. No sexo ela perdia toda a timidez e dava largas a sua imaginação. Era uma loucura..

.

Ele fazia-me despertar os sentimentos mais loucos que nem eu sabia que existiam. Ele mexia e remexia comigo como um furacão e éramos loucos, muito loucos. Eu sabia do que ele gostava e portava-me há altura das outras meninas que sabia que ele tinha. E gostava de lhe ver a cara com o gozo que lhe dava e saber que apesar de tudo ele voltava, ele sempre voltava para mim. Ele nunca dizia o meu nome, apenas me possuía a alma e o corpo nos sítios mais estranhos. Era a adrenalina e a paixão que nos unia que tornava tudo tão diferente. Eu dava-lhe tudo o que as outras não lhe davam, era algo mais intenso que apenas prazer. Era qualquer coisa que não conseguíamos explicar, mas que nem procurávamos entender. E quando nos separávamos, cada um seguia a sua vida como se nada fosse, até o corpo falar mais alto, até a vontade gritar.


Ele adorava, amava todos os momentos que passava com ela. Apesar das muitas namoradas nenhuma era como ela. Na maioria das vezes não passavam de caras e corpos bonitos que aquando do sexo limitava-se a deitar e abrir as pernas, lançando falsos gemidos e que o levavam a repulsa por estas. Nunca se preocupou em as satisfazer, limitava-se a tirar prazer pessoal, prazer este insignificante quando comparado ao que sentia com ela. Com ela dava o seu máximo, levava-a ao orgasmo vezes sem conta e cada vez com mais intensidade, era um sexo selvagem, onde não havia limites. Ela estava disposta a tudo, alias assim o exigia muitas vezes surpreendendo-o. Cada vez se tornavam mais ousados, cada vez se arriscavam mais. Não haviam locais proibidos para o sexo, nem mesmo a cabine de provas de uma das lojas do centro comercial que ficava em frente a escola., nem mesmo a sala de aula que ficava vazia após o toque. Todos os momentos e todos os locais serviam para satisfazer aquele impulso animal...


Contudo a sensação de usar e deitar fora era uma constante. Sentia-me utilizada por ele apesar de tudo. E passado um tempo tinha medo de lhe tocar sabendo que havia minutos atrás outro alguém já lhe tinha tocado. Combinamos ficar amigos, parar com as loucuras e assim era tudo mais fácil. No inicio foi complicado, andávamos na mesma escola e vê-lo todos os dias a engatar uma miúda diferente dava – me a volta ao estômago. E comecei a perceber que a paixão que sentia era grande, muito grande. Apenas falávamos o essencial para não cairmos em tentação, mas ele chamava por mim, ele provocava-me com olhares que só eu conhecia e mais ninguém via.


Por fim o que ele mais temia. Ela imponha-lhe um ultimato: ou ela ou as outras. Como poderia ele escolher...teria finalmente chegado a altura de assumir perante os amigos o seu amor. Ou não seria amor? Só sexo? Podia ser. Era maravilhoso mas não, era algo mais que isso. Mas isso significava a sua dependência de alguém. Isso era impensável. Não podia comprometer a sua liberdade. Tudo menos isso, não que não a quisesses, queria-a mais que tudo... mas também queria as outras. Era isso que mantinha a sua reputação...afinal de contas um peixinho de vez em quando sabe bem. Estava condenado. Ela obrigava-o a escolher.


Apesar de o ter posto contra a parede eu sabia que ele nunca iria escolher. Era muito a perder e pouco a ganhar. E foi ai que percebi que não valia mais a pena. Que tinha sido tudo lindo e excitante, mas acabava ali.
Depois do acordo só caímos uma vez em tentação, e foi a coisa mais bonita que me lembro de ele me ter dito até hoje, aquela noite foi mágica, ele a dizer que os meus lábios ficavam lindos há luz da Lua e a beijar-me como nunca antes tinha feito. Tudo acabou ali. E acabou na perfeição. Doía-me a alma e durante muito tempo não o vi, até ao dia em que me ligou e disse que tinha saudades minhas

Mpalma & Pedro

quinta-feira, setembro 20, 2007

Mundo ao Contrário




Chove quando devia fazer sol e faz sol quando devia chover. Anda tudo virado ao contrário, o meu mundo e o teu. Já não se ama como se amava e já nem os beijos são iguais. Os corações batem contigo mas sem ti e as palavras silenciosas ecoam nas paredes do quarto e no chão. Já nada é igual nem o sol que antes brilhava só para nem o som da chuva a bater na janela é igual. O sol agora é cinzento e a chuva já não faz barulho. Foram-se os sussurros e os beijos ao canto da boca, as mãos dadas e o coração nas mãos. Foram-se as tardes quentes e as noites frias.

O mundo gira ao contrário e as estações começam no meio não tendo inicio nem fim. As cores são escuras e já não há canções de amor. Acabaram-se as cartas e as letras, as palavras e o dom. Fugiram todos contigo naquele dia. Acabaram-se os sabores doces e os olhos brilhantes, foram-se os anéis e as mãos. O pôr-do-sol já não existe a lua teima sempre em ficar. Os pés já não aquecem e o coração já não bate. Quem amamos já não nos ama e quem nos ama nos não amamos, e amar depois não chega, neste mundo ao contrário onde chove quando faz sol e faz sol quando chove, onde ainda te espero sabendo que não vens. Este mundo ao contrário de gente louca que nada nos diz onde tu andas perdido e eu a deriva, onde eu choro e tu sabes que sim.


Mpalma

20-9-2007

quarta-feira, abril 25, 2007

Lá... naquele mar


Hoje ao ver passar as placas com o nome da tua cidade, hoje ao deixar para trás aquela terra, aquela zona, aquele mar, percebi...
Percebi que metade dos meus sonhos contigo eram lá, eram ali e eu deixei passar, só olhei, só soube olhar... Perdi-os e perdi a oportunidade.
Metade desses sonhos ficaram lá, perdidos à beira mar. A outra metade segue comigo, espalhada entre o que podia ter sido real e o coração, abandonados a um canto como um sonho que foi adiado inumeras vezes. Nesse canto onde te guardo com um letreiro gigante que pisca com o teu nome.
Metade desses sonhos nossos que recordo, sonhos inscritos nos momentos, que tenho de ti e na metade do remorço que até hoje me persegue...
Porque hoje ao ver passar as placas pensei que estavas tão perto e tão longe...


Mpalma
25/4/2007

quinta-feira, abril 05, 2007

Sim não vou negar…

Não vou negar que me fazem falta os teus caracóis enrolados nos meus dedos, a tua boca na minha e o teu corpo colado ao meu. Ainda me fazem falta as tuas palavras, as tuas sílabas, a tua letra, a tua música. Sim não vou negar que ainda me faz falta essa tua cara de puto…

Ainda me fazem falta as tardes de beijos ardentes, as noites de lua cheia a tagarelar, as tuas mãos nas minhas costas, o teu riso, o sabor dos teus lábios na minha pele, o silêncio das tuas palavras no meu ouvido, a tua respiração enquanto me abraçavas.

Sim não vou negar que ainda te sito a falta. Não vou negar que é para ti que ainda escrevo. Porque quando entraste, num qualquer dia já há muito tempo, na minha vida fechas-te a porta e ficas-te aqui para sempre. Não disseste adeus e eu fiquei até hoje à tua espera...

Porque quando fechaste a porta não se abriu janela nenhuma e tu nunca sais-te daqui para outro lado qualquer. Não cumpriste as promessas e nunca me disseste adeus para que eu pudesse ser feliz outra vez… Por isso sim, não vou negar, que ainda sonho contigo, naquele baloiço só nosso, tu de cabelos dourados há lua e eu de chocolate quente e pedir que me bebesses. Não vou negar que te amei, que te amo e que sempre te irei amar. Porque nunca me disseste adeus.



Mpalma
26/3/2007
Foto: suspension by nierika

segunda-feira, março 26, 2007

Prender-te a mim…


Se eu te der o meu coração numa bandeja envolto ainda em pontos por alguém que já o magoou, será que não o vais partir outra vez? Promete-me que não… Deixa-me dar-te o meu coração que esta noite tanto precisa de alguém fique com ele. Pode ser só hoje, só esta noite, apenas umas horas enquanto a noite brinca com as estrelas e eu brinco com os cabelos do teu peito. E amanhã tudo seria igual e é como se tudo não tivesse passado de um sonho e se pode até esquecer.
Deixa-me contar-te histórias ao ouvido, deixa-me rir da tua cara de puto quando acordas de manhã, deixas-me acreditar que por momentos és o meu chão mesmo que depois me deixes cair. Deixa-me voar no teu colo, no teu beijo, na tua mão. E aperta-me com força, com medo de me perder.
Se eu te der o meu coração, será que mo vais roubar e devolver partido como outrora já alguém fez? Essa sede de viver, essa liberdade exagerada que procuras, o medo de te prenderes às estrelas porque a Lua vive presa no céu, não te deixa tempo para me agarrares e teres medo de me perder…
Porque esta noite precisava que fosses o meu chão e me deixasses brincar com os cabelos do peito, porque esta noite gostava que fosses só meu e de mais ninguém. Porque esta noite apetecia-me esquecer a liberdade e prender-te a mim, porque hoje preciso e sei que no fundo tu também…


Mpalma
1-03-2007
Foto: self_prepared_heart__by_plectrude

quinta-feira, março 22, 2007

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quise'ssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o o'bolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.


Odes de Ricardo Reis
Foto: vem_sentar_te_comigo_by_m00nLight

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Adeus...



"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos, era no tempo em que o teu corpo era um aquário, era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade, uns olhos como todos os outros.


Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor, já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.

E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus."


E quantas vezes já dissemos nós adeus?

sábado, janeiro 13, 2007


Há coisas estranhas nas nossas vidas. Pessoas que surgem vindas não sei de onde que nos enchem os dias e o espírito. Pessoas como tu que nunca sonhamos e que são reais. Pessoas que nos fazem rir de tolices e ficar vermelhos de vergonha. Tu és assim fazes-me rir com esse olhar de menino maroto e pões-me vermelha que nem um tomate quando me dizes coisas que não deves.

Mas eu gosto… gosto quando sussurras, quando me olhas, quando te ris e me fazes rir, gosto da nossa loucura e da forma simples como encaramos as coisas. Gosto do perigo e da liberdade que sinto quando estou contigo. Gosto de jogar as cartas ao ar e saber, só depois de um minuto ou dois, qual foi o naipe que saiu.

Gosto…
E gosto de ti!



Para alguem que podia ter sido unico... no meio de muitos...
Mpalma 27/12/2006

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Al Berto Lunário


-Vou guardar as tuas mãos na paixão que tenho por ti,
mas não te posso revelar o meu nome, nem precisas de o saber.
Chama-me o que quiseres, dá-me um nome para que possamos amarmo-nos.
Aquele que tinha perdi-o no caminho até aqui.
Pertencia a outra paixão, e já a esqueci.
Dá-me tu um nome para eu poder ficar contigo...



Al Berto Lunário

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Leva-me

Pega-me na mão e leva-me para a Lua, Marte, Plutão, tanto faz. Apenas tira-me daqui, seca-me as lágrimas, cola-me os sonhos e o coração, dá-me esperança e leva-me daqui. Tanto faz se de carro, avião, balão ou cavalo.

Leva-me e pronto.

Abre a porta do meu peito e entra. manda toda a gente embora, pega-me na alma ao colo e voa comigo para fora do mundo, da existência e fica comigo num lugar qualuqer meio incerto no qual nunca saberás o regreço para casa e que nos faça ficar para sempre lá, juntos, a apanhar estrelas como se apanham rosas, a contar histórias como se fossem beijos...


Mpalma
Foto daqui

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Preciso...

Preciso de ti... preciso de te ver.

Preciso que sejas a minha realidade de novo.

Precisava que me agarrases a mão, que me deitasses no teu colo e me contasses a tua vida, a que podia ser a nossa, e que me fizesses ver que não posso, ou não devo, amar alguém para além de ti.

Sinto-te a fugir aos pouco do meu coração, sinto-te a desvanecer na minha memória como aqueles efeitos do PowerPoint e já nem me lembro de que sabor eram os teus beijos, se a caramelo se a tabaco ou os dois. Não quero viver os nossos sonhos com outra pessoas. Não quero.

E por favor não deixes!

Vem para ao pé de mim, bastam-me umas horas, uns segundos só para olhar para ti e ter a certeza que és tu e depois de ti mais nada. Mais ninguem! Quero-te de novo na minha pele, pois sem ti já não sei o que sou e o quero. Só tu me davas certezas, só o nosso amor e os nossos sonhos e tu me alimentavam de vida...

Preciso de ti, mais do que nunca. Preciso voltar a acreditar...

Mpalma

segunda-feira, novembro 27, 2006

...


Apetecia-me gritar ao teu ouvido em tom baixinho ,
tudo aquilo que nem eu sei explicar...

sábado, novembro 25, 2006

5 minutos dá para muita coisa...


Bastaram meia duzia de palavras, um punhado de olhares e uns quantos toques na tua mão para tudo em mim começar a chamar por ti. Sim é loucura eu sei. Mas tudo em mim é louco e esta forma de que tenho de gostar de ti também ela é louca.
Já te tinha visto antes, já te tinha olhado antes mas aquela noite mudou-me, fez-me acreditar que no mundo existem mais homens que o meu ex-namorado e tu és um deles...
Apetecia-me que neste momento o meu mundo fosse o mesmo que o teu.
Sim, apetecia-me inundar a tua vida de sonhos e a minha de fantasia.
E o que é que aquela noite me fez?
Acho que bebi qualquer coisa que não devia...
Acho que estou a gostar de quem não devia...
Acho que isto é tudo muito estranho...
Acho que mal te conheço...

Amor há primeira visto? Talvez... Pelo menos esse é mais realista!

domingo, novembro 19, 2006

A ultima vez que te vi...


A última vez que te vi era sábado. Andavas de um lado para o outro sem parar como barata tonta, e eu há espera do teu olhar. Esperança de que qualquer coisa se resolvesse e me dissesses Sim.
Estúpida.
Como pude eu sonhar assim.
Virei te costas zangada comigo, contigo, com o mundo. Principalmente contigo, porque tanto me deste e agora te negas? Porque tanto me prometes-te e agora… Chorei. Minto. Berrei.


Mpalma
23/9/2006

segunda-feira, novembro 06, 2006

Abraça-me


Abraça-me antes de dizeres qualquer coisa. Qualquer que seja.
Não estragues este momento de paz. Não estragues este nosso momento que sei que apenas durará uns minutos.

Abraça-me e saberei que me amas apesar de tudo, apesar do que te possa dizer a seguir. Aperta-me com força, com tanta força que nos tornaremos um só. Com tamanha força que o teu perfume será o meu e não existirá mais o teu corpo e depois o meu, mas sim o nosso. Beija-me e diz-me tudo o que nunca me disseste. Como se fosse a ultima vez que nos víssemos, como se o mundo e tudo acabasse agora.
E diz-me… Diz-me mais uma vez. A ultima vez que me amas. Olha-me nos olhos e diz-me que já nada sentes, que já nada queres de mim. E sorri e chora depois. Quero ver-te hoje como nunca te vi. E quero que nada digas, que apenas sintas como eu sinto. Que me leias a alma. Que esqueças tudo e apagues todas as pessoas antes de mim e depois de mim também.

E deixa-me dizer-te amor, que apesar de tudo acabar um dia, serás sempre o meu tudo e o meu nada. E o meu amor também.


Mpalma
27/10/2006

quarta-feira, novembro 01, 2006

Foi preciso...

Talvez tenha sido mesmo cega por não ter visto que não valia a pena. Talvez...
Mas talvez pela primeira vez tenha lutado por alguma coisa. Talvez...
Nem sei já o que é bom ou mau. Perdi a noção do mundo, do ser, do sentir.
Apaguei. Desliguei.
Fiz como tu.
Virei a página e hoje já não és a personagem principal na novela que é a minha vida. Nem tens direito a papel secundário. Hoje és mero figurante...
dói dizer, mas dói muito mais sentir.
No final, quebramos os dois...
E foi preciso matar-me mil vezes para continuar a amar-te.


27/10/2006

sexta-feira, outubro 27, 2006

Agarrei a Lua


Agarrei a Lua com as duas mãos, como tu me ensinas-te. E guardei-a num lugar onde ninguem nunca saberá, nem mesmo tu. Muito menos tu.
E cantei-lhe baixinho para a embalar, sentia saudades das estrelas assim como eu sinto tuas. E enquanto lhe cantava lembrei-me de nós. De quando tu me cantavas ao ouvido e eu gostava.
Mas a Lua não é como tu, passou a amar-me todos os dias e nem das estrelas já sentia a falta. Tu não... tu não me amas e eu já não quero sentir saudades tuas.
E hoje é a Lua que me embala a mim, todas as noites me canta ao ouvido e me diz que já não vive sem mim. E é das estrelas que hoje tenho saudades e não de ti.
De ti não sei. Já não sei o que quero. Tu obrigaste-me a não te querer. E já não te quero.
Mas nem a Lua vive sem as estrelas. E eu sei que ela ainda lhes sente a falta apesar de me amar. E vai sentir sempre, para sempre. E eu também tuas... Para sempre!


Foto retirada daqui

segunda-feira, outubro 23, 2006

Odeio


Odeio-te. Odeio-te. Odeio amar-te assim!

"Odeio-te porque te foste embora. Odeio-te porque ainda sinto a tua falta. Odeio-te porque todos os dias tenho saudades tuas. Odeio pela pessoa que és. Odeio-te pela pessoa que era quando estava contigo. Odeio-te por me teres tornado uma pessoa diferente. Odeio-te por teres quebrado as minhas forças. Odeio-te por me teres mostrado as minhas fraquezas. Odeio-te por te ter que agradecer por isso. Odeio-te por me fazeres sorrir com vontade. Odeio-te por me teres feito ver que chorar não é uma vergonha. Odeio-te por teres um sorriso que ilumina o mundo que te rodeia. Odeio-te porque esse sorriso me enchia de alegria. Odeio-te porque fazias questão de te rires mesmo nas conversas sérias. Odeio-te pela tua alegria de viver. Odeio-te pela tua força. Odeio-te porque sabias sempre o que dizer. Odeio-te porque quase sempre tinhas razão. Odeio-te por me fazeres dar o braço a torcer. Odeio-te porque acordavas sempre bem disposto. Odeio-te porque nunca desistias. Odeio-te porque o teu abraço era um mundo que não queria abandonar. Odeio-te porque me fazias feliz. Odeio-te porque a tua ausência é tão forte como a tua presença. Mas que raio?!... Não era mais simples não te amar?!..."

terça-feira, outubro 17, 2006

A nossa história

O restaurante cheio de amigos. A menina dos anos de um lado para o outro e eu atrás dela. Vestias uma blusa creme com umas calças de ganga, cabelo coberto de gel sempre espetado e esses teus olhos que sorriam para toda a gente. Pouco falamos ou quase nada durante o jantar. Falas-te mais com a C. e eu, eu vi-te com "olhos de ver", que é o que a minha mãe diz quando começamos realmente a ver as coisas como elas são.
Naquela altura eras apenas um conhecido, mas aquela
noite ia mudar a minha vida...
Saimos do jantar para irmos até ao bar. Foste o caminho inteiro fazendo palhaçadas e a rir, e tu tens um sorriso tão lindo... Encontras-te um daqueles senhores marroquinos e nem sei bem como conseguis-te ficar com duas flores que vendes-te a um taxista qualquer que conhecias e a outra deste á menina dos anos. Não sei que iman tens, mas conquistas toda a gente, essa tua forma de estar fascina tudo e todos e naquela noite fascinou-me a mim...
Chegamos ao bar, sentamo-nos, bebemos qualquer coisa, na altura pouco bebias e eu também. Começamos a conversar, eu, tu e o J. rimos muito, le
mbro-me de me sentir feliz. Não sei que voltas o mundo deu mas acabamos sentado ao lado um do outro, o J. desapareceu e os outros andavam não sei onde. Eu tinha uma saia preta lembras-te? Um pouco acima do joelho, umas botas de cano alto pretas, uma blusa de licra vermelha e um casaco preto... Durante a conversa ficamos colados um ao outro, a tua mãe pousada no meu joelho e eu com medo de te olhar nos olhos e me lesses a alma.
Levaste-me a casa e para mim a noite começou quando saimos do bar. Iamos os três, eu, tu e o J. a tremer de frio por todos os lados. Fomos de mãos dadas lembras-te? Não sei porque, não sei como. Sei que demos as mãos e fomos... Mo
strei-te onde morava e ficamos um pouco a conversar na porta, os três, na altura ainda o J. não estava a fingir estar ao telefone só para nos deixar sozinhos e eu ainda não sabia que beijavas tão bem.
Naquela noite as coisas aconteceram como por mag
ia... Simplesmente aconteciam e nós deixavamos, nós queriamos. Quando nos despedimos, nem encontro palavras, quando nos despedimos e os nossos olhares se cruzaram, as nossas bocas acabaram coladas, não foste tu, não fui eu, fomos nós.
Foi o melhor beijo, foi aquele beijo especial que recebes uma duas vezes na tua vida. Não sei quanto tempo durou, mas sei que foi muito. Tu tremias muito e agarravas-me a cara com uma mão e a anca com outra. Não falamos. apenas nos beijamos durante muito tempo. Lembro-me de nos rirmos da conversa do J. de a minha argola cair e de a apanhares e de nos beijarmos de novo. O mundo desapareceu e era só ali naquela hora o nosso beijo que importava. Foi tudo perfeito. Mágico e perfeiro seriam as palavras corre
ctas.
Não falamos do assunto, ficamos sem saber o que fazer depois, disseste-me "Adeus" e eu retribui, subi as escadas de casa com a cabeça nas nuves e o coração aos saltos.
Ainda te lembras daquela noite? Eu lembro-me como se fosse hoje...
Foi a partir dessa noite que me entras-te no coração, no corpo e na alma. Te ocupas-te de todo o meu ser e foste crescendo dentro de mim. Mas tudo continuou perfeito, as tuas alcunhas pra mim, as mãos dadas debaixo da messa, os beijinhos ao canto da boca, os olhares que se cruzavam! E lembras-te do filmes? Daquele filme
onde a Pat nos filmou e disse que ali tava eu com o homem da minha vida? E tu és o homem da minha vida... Desde aquela noite que és e eu só descobri depois quando te perdi...
E este ano vou estar sem ti, vou estar sem o teu beij
o e doi relembrar e saber que tudo acabou e que não posso mais inventar uma desculpa para vires ter comigo ao café se nem perto de mim já estás. Já não vou poder olhar-te nos olhos e não ter medo que me leias a alma se me conheces tão bem.... E sinto-te a falta todos os dias, como no dia em que chegei a casa depois daquele beijo e percebi que a nossa hitória tinha começado ali e me arependi de nunca ter olhado para trás, correr para ti e dizer-te naquele momento que tudo o que queria era ficar assim pra sempre. Porque o teu beijo disse-me mais que qualquer palavra alguma vez possa dizer...

E passado três anos, ainda te amo, assim como por mágia...

sábado, outubro 14, 2006

Fragil


Tens o poder de abalar todo o meu mundo como um furação.
Instalas-te no meu coração e lá ficas a rodopiar, a rodopiar...

E sinto-me fragil.
Sem ti sinto-me fragil...
Desarmas-me como ninguem e eu deixo, eu quero, mas não quero.
E vais embora com tudo devastado sem te preocupares com os estragos.
E sinto-me fragil aqui... sozinha sem ti.

Doi. Faz doer.

Talvez hoje tenha percebido. Talvez hoje por breves minutos tenha entendido.
Mas quem sabe? Nunca ninguem sabe... Nem tu e muito menos eu.
Mas senta-te. Senta-te ao pé de mim e deixa-me contar-te a verdade. Deixa-me dizer-te todos os erros que cometemos. Fica quieto e ouve. Hoje és apenas espectador da minha vida, já não tens o papel principal nem muito menos secundário. E a verdade doi. A verdade doi muito e nem sei como te dizer que talvez nem saiba como te esquecer. Que apesar de tudo apesar de tudo... Não sei!
E se deixarmos ficar tudo como está? E se tu nunca me soltares e eu nunca te perder? Será que um dia tudo será diferente e te poderei ter nos meus braços novamente?
Não, nunca mais...
E a verdade é que a realidade, a realidade faz doer...!

... ou final feliz?


A mão que tu me deste nunca a cheguei a segurar.
As promessas que me fizes-te nunca as cheguei a sentir.
E esse teu regresso que me faz tremer, essa tua vontade de te fazer sentir-me a tua falta, dá cabo de mim.
Esta paixão que ainda guardo, esta doce certeza que te amo do fundo do meu ser, esta vontade de te ter mais que tudo no mundo dá cada vez mais cabo de mim.
Mas já não sonho, já não acredido e já nem sequer espero. Sentei-me no degrau da tua casa e se vieres ter comigo vou contar-te a nossa história de amor e transformar as reticências que deixas-te num final feliz, onde tu e eu somos os actores principais.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Sonhei contigo esta noite.

Já tinha saudades confesso… A alguns meses que não sonhava, principalmente contigo. Acho que a minha mente desligou no dia em que me pediste para te dar um tempo e voas-te para o outro lado do mundo há procura de respostas.
No sonho tudo era perfeito. Como antes… Não havia pedidos de tempos nem duvidas parvas que teimavam em confundir-nos a alma.

No sonho ainda me abraçavas e beijavas o pescoço quando eu menos esperava e quando eu mais queria…. No sonho ainda me chamavas linda e dizias que eu era tudo, ainda me dizias que querias ficar comigo e que mais ninguém importava, dizias que gostavas de mim e que só pensavas em mim. Fazias-me sentir segura e confiante…

Mas afinal, tudo não passou de um sonho não é? E tu não me podias deixar continuar sonhar? Tinhas logo de ir para o outro lado do mundo e inventar uma desculpa esfarrapada para ires embora, para me expulsares da tua vida, para me magoares…? Dói cá dentro quando penso em nós, mas dói muito mais saber que tudo podia ter sido diferente, se tu não fosses um puto mimado que quer ter tudo ao mesmo tempo e que tem medo do futuro, que se recusa a fazer opções e no fundo no fundo, nem sabe o que quer.

Tudo tinha sido diferente se não me tivesses prometido tanta coisa, prometido que não me ias magoar nunca, que não me desiludirias, que sempre havias de gostar de mim, que quando menos esperasse me surpreenderias. Na verdade é que surpreendes-te e tudo o resto prometeste e não cumpriste. E deixas-me agora na incerteza. Será que vais mesmo cumprir as tuas promessas, não hoje, nem amanhã, mas quem sabe um dia? Ou foram apenas promessas que nunca pensaste cumprir e que à partida não irias cumprir?

Ainda te sinto a andar pela casa, as coisas que deixas-te no fundo do armário como que a inventares um r
egresso, que ambos sabes que não vai haver, a tua pasta de dentes na casa de banho e o frasco de perfume quase vazio no teu lado da cama. Ainda te sinto de noite ao meu lado, o teu cheiro e a forma como o teu peito descia e subia com a respiração. Agora está apenas um vazio, que as almofadas preenchem para que não me sinta sozinha e acredite por breves instantes que ainda ali dormes ao meu lado e que nada mudou, que aquele sonho bom que sonhei é a realidade, e a minha vida e a tua partida apenas o sonho.

Mas ainda sonho, ainda sonho contigo, ainda sonho com os nossos momentos passados e os talvez futuros. Ainda sonho com os teus abraços, os teus beijos, o teu toque, as tuas brincadeiras, as tuas palavras, os teus olhares... Ainda sonho a todo o instante, acordada ou a dormir. E em cada lugar que me lembra de nós as borboletas ainda esvoaçam, ainda as sinto, cada vez que penso em ti, cada vez que te vejo, cada vez que te recordo na esperança que não passes a ser recordação para sempre, e porque as borboletas não mentem e porque pior do que não ver é ver e não ter, mas pior é não poder sentir…

É como se o meu mundo andasse sempre á tua volta. Toda a minha vida começou contigo e há-de acabar c
ontigo, ou não seria uma vida, seria um conjunto de acontecimentos, uma forma de sobreviver a esta tua ausência. Sim realmente tudo começou contigo e no dia que te encontrei no meio da multidão e me apaixonei por esse teu ar de miúdo intelectual. O problema é que te amei demais, te dei demais e tu deixaste, e hoje estou aqui deitada nesta cama vazia a pensar onde andarás tu e se estarás a perder-te no corpo de uma Maria ou Catarina qualquer na ânsia de matares a sede que tens de viver.

Será que a sede que tens de viver te chega? A sede de aproveitar tudo e viver a vida. Será que isso te chega e satisfaz? Ou não? Será que é isso que queres ou não sabes? Eu sei infelizmente há quem não saiba. Sei aquilo que sou, aquilo que quero, aquilo que não quero, ao contrário de ti. Só não sei porque é que aquilo que quero não é aquilo que tenho e será que vou voltar a ter? Pena eu ser tudo mas não ser aquilo que queres, pelo menos é o que parece.

E vou bebendo as lágrimas que caem dos meus olhos, vou (sobre)vivendo neste mundo de loucos, vou reinventando uma vida sem ti e vou sofrendo com a tua ausência, ansiando pelo dia em que a nossa história se resolva, em que tu deixas de ser esse miúdo mimado e eu pare de sonhar contigo e perceba que a realidade é que tu fugiste para lugar incerto e talvez nem por um bocadinho penses em mim e meu me canse de esperar e aprenda a ser feliz, de novo, sem ti.




Mafalda e Helena
11/10/2006

Fotos de DevianArt

segunda-feira, outubro 09, 2006

Pra ti...


É incrivél como certas pessoas tem a capacidade de fazer o tempo correr. Como é possivél conversar sobre tudo e sobre nada durante horas e mesmo assim muita coisa ficar por dizer. É bom relembrar momentos no passado onde fomos felizes, onde tudo foi mágico e ver que apesar da mágia ser diferente e de nos termos tornado pessoas diferentes, nada, ou quase nada, mudou.
Que tu continuas o mesmo puto de sempre e eu a mesma de sempre. Que continuamos a poder conversar horas e horas sem ligar ao ponteiro do relógio que anuncia a hora do teu autocarro. É incrivél como são muitas mais as coisas que nos unem que as que nos separam.
Estar contigo hoje foi assim.. ESPECIAL, cada conversa, cada sorriso, cada lembrança de uma amizade que não acaba porque nunca pode acabar. E estar contigo é sempre descobrir qualquer coisa nova, saber das tuas aventuras, observar as tuas mudanças físicas e mentais. É descobrir que neste mundo ainda há pessoas como tu que nos fazem rir e felizes simplesmente por existirem.

Pra ti aquele beijinho especial, aquele abraço apertado e aquele obrigado por seres quem és, sempre.

domingo, outubro 08, 2006

Inventar


4 da manhã. Um calor imenso. Um céu cheio de estrelas e uma lua do tamanho do mundo, redonda, cheia.
Não se ouvia nada. Nem carros, nem pássaros, nem pessoas, nem música. Absolutamente nada.
As ruas estavam desertas. Parecia que o mundo tinha parado e ninguém a tinha avisado. Andou, andou, andou... Sentou-se naquele banco perto do jardim e ficou ali a ver se alguém passava. Mas nada.. nem alma.
Adormeceu.
Acordou com o barulho ensudecedor de carros, pássaros, cães que ladravam, passos apresandos de pessoas, conversas paralelas. Abriu os olhos e sentou-se na esperança de alguém a ver, de alguém lhe falar.
Todos continuaram na sua vida, ninguem lhe falou, ninguem lhe olhou. Tentou por-se no meio da rua a ver se algum carro parava. Insólito! Os carros fitavam-na, passavam-lhe ao lado, as pessoas desviavam-se do seu caminho.
Não tinha ninguem com quem falar nem sitio onde se abrigar. Não tinha nada, apenas a solidão enraizada no seu coração, na pele, no cheiro na alma!
Voltou para casa. Inventou uma vida, um grupo de amigos, um sorriso, uma voz e tentou ser alguém. Inventou uma história, um namorado...
Nada resultou... Continuava a ser ignorada, a ser fitada pelas pessoas. E por isso todos os dias que acordava inventava uma pessoa diferente, um riso diferente, um namorado diferente. Inventava tudo menos amigos diferentes, porque nunca os tinha tido, não sabia como deveriam ser.
E inventado tudo, curiosamente tudo foi mais facil...




Foto daqui

sexta-feira, outubro 06, 2006

Odeio-te



“O ódio é o irmão gémeo do amor, por isso te odeio tantas vezes.
Odeio a forma como me olhas quando estás triste.
Odeio o facto de pensares que me conheces e ainda mais quando demonstras que realmente sabes como sou.
Odeio o teu sorriso quando me chamas miúda.
Odeio não saber o que sentes.
Odeio-te por me ser quase impossível falar a sério contigo.
Odeio-te por não estares lá sempre que preciso (tanto quanto te adoro por me aturares as restantes vezes).
Odeio o teu corte de cabelo desalinhado.
Odeio quando tenho saudades tuas.
Odeio-te quando não me respondes ás mensagens.
Odeio-te quando és infantil e imaturo

Odeio-te assim,

tanto quanto te amo,

por tudo e por nada, e por qualquer coisa também.

(...) “


Não sei o autor do texto nem da foto

terça-feira, outubro 03, 2006

Conta-me hisórias



Abre a porta do meu quarto
Entra de mansinho...
Senta-te na ponta da minha cama
E conta-me histórias
Em voz baixa
Conta-me aquela história linda que me contas-te uma vez
Em voz baixinha


Foto tirada da net

segunda-feira, outubro 02, 2006

Estou a aprender a ser feliz...!


Espero-te neste banco de jardim sem pressas porque sei que virás. Já não te persigo pelas ruas nem te procuro em todas as portas. Já não te grito porque estou rouca e já não choro porque se secaram todas as lágrimas.
Não sei ondes estás nem de que matérias és feito. Não sei a tua idade e muito menos o teu nome. Não te conheço, mas sei que virás. Não te quero imaginar nem inventar, serás aquilo que a realidade me dás e eu vou aceitar. Vou agarrar a oportunidade e sorrir.
Cansei-me da busca incasavél por ti, da jornada e da luta que tanto travei. Cansei-me da solidão e da tristeza, quero ser feliz!
Feliz!!
Agora espero por ti neste banco de pedra cinzenta. Umas vezes sento-me para ver se te vejo chegar, outras fecho os olhos como no jogo do Esconda a ver se te sinto chegar de mansinho.
Sei que virás estejas tu onde estiveres, sei que me encontrarás e que cruzaras o meu caminho. Por isso espero-te aqui neste banco de pedra cinza. Já não conto os dias nem as horas e tudo me parece mais sereno e calmo. Já não tenho a angustia no peito e a dor continua no coração...
Estou a aprender a ser feliz... outra vez!



Foto daqui

quarta-feira, setembro 27, 2006

sábado, setembro 23, 2006

O suficiente


- Não gostavas que tudo tivesse sido diferente?

- Gostava...

- Muito ou pouco?

- O suficiênte para poder correr atrás do tempo e dizer-lhe que Sim na hora certa, no momento exacto.

- Não percebi...

- Gostava de poder voltar no tempo. De lhe dizer tudo o que não disse, tudo o devia ter dito. De lhe ter dado todos os beijos que não pude dar e de o abraçar... Sim de o abraçar. De lhe olhar para os olhos e lhe dizer que eramos fortes, que eramos maiores que a duvida. De lhe dizer para ele nunca, nunca me deixar.
Gostava de poder voltar no tempo, para lhe mostrar tudo aquilo que agora sei melhor que nunca. Mais que antes. Que ele é aquele sabes?... Aquele que é e será para sempre.

- Pois...


Foto daqui

sexta-feira, setembro 22, 2006

Espelhos



Espelhos.
Espelhos da alma.
Do que fomos.
Do que somos.
Do que queriamos ser.
Espelhos mágicos. Encantados, ilusórios.
Espelhos meus.



Foto tirada da net

domingo, setembro 17, 2006

Será que sabes ler o meu olhar?


Olha.
Vês nos meus olhos?
Consegues ler?
Consegues ver tudo o que eles têm para te dizer?
Consegues ouvi-los a implorar pelo teu corpo?
Consegues sentir a força desta paixão?
Vês o nosso beijo? Vês...?
Vês a nossa felicidade? Vês?
Lê! Lê-me a alma!
Lê! Lê o que tenho tatuado no corpo!
Sente! Sente o teu cheiro ainda na minha pele!
Sente! Sente o meu toque, as minhas mãos, o meu peito nas tuas costas!
Ouve! Ouve o meu coração, ele chama por ti!
Ouve! Ouve a tristeza da minha alma!
Olha nos meus olhos e diz-me aquilo que não consegues...
Diz-me que não e eu acredito! Diz-me que nada sentes e eu desisto!
Diz-me! Diz-me tudo o que nunca disses-te, o que nunca foste capaz!
Conta-me histórias. Conta-me a verdade. Conta-me tudo...
Chora comigo... Nunca te vi chorar!
Vive! Vem viver ao meu lado.
Vêm... Vamos ser felizes.
Tu sabes que é possivél...
Vêm... Vamos começar do zero... Vêm...
Olha nos meus olhos e vêm...!
Será que sabes ler o meu olhar?

Eu e o novo Eu






de um novo eu...



Sim, quero começar de novo, conquistar novas pessoas e reconquistar aquelas que perdi. Mas só aquelas que mereçem.
Sim, quero começar a viver, quero deixar de sonhar com a realidade ilusória.
Amanhã quando acordar já não serei eu que escreve, serei o Eu que vive.