quinta-feira, maio 18, 2006

Diário da tua ausência – como me lembro de ti

(foto retirada da net)
Saio. Caminho triste com as mãos sepultadas nos bolsos, com a cabeça baixa e olhar compenetrado e percorro aqueles pequenos jardins, apanhando em cada esquina memórias de ti como fragmentos de luz, onde tudo se torna mais claro e te vejo por breves momentos e te esfumas a seguir na mesma luz que te trouxe nesta ilusão insana.
Sento-me naquele banco em pedra onde estivemos sentados os dois juntos.
(...)
Lembro-me do cheiro que ficou no cachecol que nunca mais lavei, até ao cheiro desaparecer como tu um dia depois desapareceste. E lembro-me de ti claro. Como se me lembrasse das coisas mais felizes da minha infância. Correr no meio das canas do milho à procura de tesouros escondidos, andar descalço no chão rugoso em cimento nas tardes quentes de Verão à sombra da ramada, marcar o golo da vitória no recreio da escola e refrescar-me com o leite escolar achocolatado, sonhar em tocar um dia na lua com as próprias mãos e voar… sonhar que um dia podia voar como um pássaro livre. E é assim que me lembro de ti. Como o de que melhor teve a minha vida, nunca pela dor de não estares aqui, comigo.
Os óculos de sol são a única coisa que impede que as pessoas na rua percebam que os meus olhos agora choram. Choram de felicidade e de saudade por ti. (...)"


3 comentários:

Anónimo disse...

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