terça-feira, dezembro 04, 2007

Divagações


Apetecia-me agora ligar-te e ouvir a tua voz cheia de mel como de antes, como quando eramos felizes, cheios de sonhos e planos, como antes quando me dizias que eu sorria com os olhos e eu me sentia a mulher mais feliz do mundo... Apetecia-me dizer-te tanta coisa. Contar-te tanta coisa, matar saudades da tua voz, chorar porque é grande a dor deste amor antigo, porque é grande a saudade de ter sido maior. E a razão fala mais alto que a vontade e tudo se torna cinzento, as pessoas que passam por nós nem as ouvimos, o dia fica mais curto e mal acordamos já é noite e o amanhã é igual. Os dedos teimão em marcar o teu número, o coração quasse que se ouve no outro lado do mundo e mal chama o medo vêm e desliga...
É absurto tudo isto, num absurdo maior que o mar e o tempo. É absurdo gritar por ti baixinho todas as noites e sonhar acorda contigo, ver-te em cada esquina e sentir-te em cada abraço, ouvir-te mesmo no silencio, mesmo quando sei que não és tu e imagino que és. Talvés tudo isto acabe, talves... já vivi tanto tempo assim que se me esquecer de ti me esqueço de quem sou, me esqueço do mundo e de sorrir. Talvés um dia tu me ligues e eu volte a sorrir com os olhos, eu te diga tudo o que devia dizer e eu consiga ser feliz com a tua memória e o teu amor outra vez.
É irónico como dizemos e queremos acreditar que o tempo cura tudo... e sabemos tão bem que é mentira. O tempo apenas passa, aumenta ou diminui a dor, a saudade, o amor... mas nunca cura quando a ferida é maior que tudo!


Mpalma
4-12-2007

1 comentário:

Anónimo disse...

Olá
sempre que posso passo aqui,
nunca me ocorreu dizer-te que te leio
e que as tuas palavras traduzem mtas vezes o que sinto no momento em que te leio... mas hoje digo-te

espero que passe tb a tua dor, mas dor de amor não passa enfim

Jinhuz Crónicos